quarta-feira, 14 de abril de 2010

BRASÍLIA: UMA HISTÓRIA QUE MERECE SER CONTADA (50 ANOS)

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

UMA FAMÍLIA DE RAIZES POÉTICAS

Dizem que o poeta é um apaixonado por convicção. Apaixonado, ele sofre e é feliz. Apaixonado, ele ri e chora. Paradoxo ou não, esta é a realidade do verdadeiro poeta. Ele se apaixona pela natureza: pelas flores, pelo vento, pelo mar, pelas coisas mais incríveis que lhe possam parecer. O poeta chora até diante da beleza feminina. É aí que ele mostra a sua fragilidade, sem deixar de ser poeta-homem e homem-poeta. E como ele é sensível às emoções!!! Conta-se que um Poeta se apaixonou pelos encantos da Lua. Foi uma paixão que surgiu como uma circunstância do destino. A paixão transformou-se em amor e ambos foram envolvidos por uma Brisa suave e encantadora. Não quero me alongar numa história que pertence única e exclusivamente a três pessoas unidas pela força incomparável do Destino. Poderia até arriscar dizendo que “Aqui começa uma linda história de Reginaldo Poeta, Zenilda Lua e Brisa Almeida”, a quem peço desculpas pela ousadia desta introdução. Com a permissão de seu proprietário, este vídeo enriquece ainda mais o nosso Blog. Não poderia, como amante das poucas maravilhas que nos restam, deixar de mostrar esta participação de Reginaldo Poeta, Zenilda Lua e Brisa Almeida na TV Aparecida, no dia 3 de novembro de 2009. Para mim, foi uma gostosa mistura de saudades, emoção e alegria. Vamos ver!!!

Fazer uma exposição de poesias, num país onde pouco se valoriza a cultura, não deixa de ser um risco elogiável, uma ousadia ímpar de quem não se importa com as possíveis críticas. Reginaldo Poeta, Zenilda Lua e Brisa Almeida (pai, mãe e filha) mostram neste trabalho o quanto são ousados e vitoriosos. Vejamos, então, esta reportagem!

Mais um dos grandes momentos deste grande poeta Reginaldo Gomes, sendo entrevistado pelo jornalista Carlos Abranches, em São José dos Campos. Vale a pena assistir:

Mais uma participação de Reginaldo Poeta e Zenilda Lua, no programa Vanguarda Comunidade, em 2008, com o jornalista Carlos Abranches, em São José dos Campos, São Paulo. Como é bom tê-los mais uma vez!!!


Ao amigo e poeta Reginaldo Gomes

Ser poeta é...

Ser poeta é viver emoções.
Ser poeta é conviver com a inspiração.
Ser poeta é viver prazeres sem rejeitar desalentos.
Ser poeta é ser ousado, corajoso, implacável.
Ser poeta é saber rir e chorar, sem medo de sofrer.
Ser poeta é vencer os paradoxos, os desencantos.
Ser poeta é ser Reginaldo, Zenilda.
Ser poeta é ser envolvido por uma Brisa suave e encantadora.
Ser poeta é beijar a Lua, abraçá-la e acalentá-la nos braços.
Ah, como é gostoso ser poeta!
Se fosse eu mais ousado, mais corajoso, mais implacável,
Pudesse eu rejeitar os desalentos, os momentos paradoxais,
Soubesse eu rir e chorar, sem medo de sofrer...
(...)
Ah! Por isso, não sou poeta! E como não o sou...!
Alegro-me por ser o que sou:
Simplesmente Adalberto, admirador dos poetas!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

POR QUE CALAR?


A LEI DO SILÊNCIO

Parece uma piada de mal gosto você ouvir alguém dizer que existe uma chamada “lei do silêncio”. E o que vem a ser isso? Trata-se de uma “brecha” na lei que permite ao réu ficar calado ao ser interrogado. Podem rir!!! Analisem a inteligência dos homens que fazem as leis no nosso país. Um cidadão (ou bandido, como queiram) é intimado a depor na justiça. De imediato, ele, através de seu(s) advogado(s), entra com um “habeas-corpus”, solicitando o direito de PERMANECER CALADO durante todo o depoimento, ou interrogatório. Agora, pensem com inteligência (o que não fizeram os criadores dos Códigos Penal e do Processo Penal brasileiros), o que a justiça espera quando intima um elemento para depor, sabendo que este pode ficar calado durante todo o interrogatório?

Não é preciso ser muito inteligente ou um autêntico conhecedor das leis, para saber que isso não passa de uma ofensa clara e absurda à nossa justiça que, diga-se de passagem, já deixa muito a desejar. Arrancar verdades de um réu não pode ser visto como um ato de constrangimento, ou até mesmo de agressão psicológica. Quem comete delitos deve, independente de sua vontade, esclarecer os motivos que o levaram a cometê-los. E isso só é possível através de um depoimento sério, completo e cristalino. Aliás, esse negócio de dizer que não se pode causar constrangimento ao bandido, coloca em deprimente situação a ética e a moral do verdadeiro cidadão. Ainda não vi bandido constrangido, mesmo porque o melhor momento para fazê-lo assim, seria antes da prática do crime.

Estava vendo a cara do senhor Durval Barbosa, ironizando as pessoas que o estavam interrogando. Um cidadão (se é que se pode tratá-lo assim) que tem sobre si dezenas de processos, não tem o mínimo de moral e o menor direito de desrespeitar aqueles que ali estão, para colher informações que deverão chegar ao conhecimento de uma sociedade apreensiva diante de tantos desmandos na administração pública. Cínico, ele permaneceu ali, fazendo dos presentes, vítimas de suas pretensões de ganhar tempo para ficar cada vez mais distante dos processos que deverão colocá-lo na cadeia.

Muitos devem estar perguntando a si mesmos, por que o senhor Durval Barbosa está sob PROTEÇÃO ÀS TESTEMUNHAS, quando poderia estar bem mais protegido onde hoje está o ex-governador José Roberto Arruda! Pelo que ele já fez e pelo acúmulo de processos, coisa inédita em se tratando de uma só pessoa, o senhor Durval deveria estar incluso na vasta lista dos corruptos do Mensalão, inclusive, sendo um dos hóspedes da Papuda. Ele só, toma para si o somatório de todos os crimes cometidos pelos que hoje integram o rol dos corruptos. Não duvido que ele seja o pior de todos.

A lei do silêncio, este miserável direito dado aos bandidos, nada mais é do que uma oportunidade de se encobrir os nomes dos que patrocinam os crimes e até mesmo de omitir informações sobre aqueles que os pagam para assim agirem. Quem está por trás do senhor Durval Barbosa? Qual o interesse de suas denúncias, feitas coincidentemente às vésperas de uma campanha política? Por que se manter em silêncio, justamente agora? Por que o senhor Durval Barbosa intimida a todos, atirando para todos os lados? Será ele um imbatível, um ”super-homem”? Se assim o é, onde estão os que guardam uma cliptonita para enfraquecê-lo?

Fragiliza-me a idéia de viver num país onde um homem, apenas um homem, é capaz de mobilizar a imprensa nacional, atemorizar pessoas, calar a justiça e sair ileso numa guerra, onde ele mesmo é um dos principais personagens. E o que piora ainda mais minha posição de cidadão, é o fato de lembrar que o Deputado Federal Roberto Jefferson, um homem justo e corajoso, ao denunciar um Mensalão de maiores proporções, não teve a mesma sorte: mexeu com gente grande e pagou pelo “mal” que praticou. E saber que ele não tinha nenhum processo na justiça, assusta ainda mais!

Vale salientar que nenhum dos envolvidos no outro Mensalão foi condenado. Ao contrário, alguns foram até premiados e continuam cuspindo no rosto dos poucos cidadãos honestos, que ainda vivem neste país de INJUSTIÇA SOCIAL. No dia em que os brasileiros, cansados de tantos absurdos e livres da Bolsa Família e da Renda Minha, decidirem se manifestar contra essas aberrações, talvez cheguemos à conclusão de que estamos, realmente, diante de um crescimento cultural nunca visto no país. Aí sim, poderemos colocar um ponto final nesta infeliz e mal traçada LEI DO SILÊNCIO, que poderia ser chamada com mais eficácia, A LEI DA COVARDIA e que nada de positivo apresenta para o esclarecimento da verdade.

MINHA OPINIÃO: Na minha concepção, o senhor Durval Barbosa vai ficar por muito tempo guardando denúncias, até que os anos o livre do julgamento de seus atos criminosos. Nesta lenta caminhada, seu comportamento o tornarão num herói nacional e, quem sabe, com um futuro político garantido!!! No Brasil é assim: pessoas como este Durval Barbosa acabam sendo ovacionadas. Nossa cultura nos obriga a isso! E a justiça, coitada, afoga-se impotente, neste mar de artifícios durvalísticos.

(Adalberto Claudino Pereira)

segunda-feira, 29 de março de 2010

AFINAL, QUEM É JESUS CRISTO PARA VOCÊ?


QUEM É JESUS CRISTO?

Ainda hoje, em pleno século XXI, ainda encontramos pessoas que fazem esta pergunta. Na verdade, pessoas que se consagraram ao longo dos anos, tornaram-se alvos de admiração e até se destacaram como referências doutrinárias.

Lutero, ao se rebelar contra a Igreja Católica, tornou-se ponto de referência para os seguidores da Igreja Luterana.

Buda, foi visto como exemplo para um grupo que, ao longo dos séculos, formou o Budismo, hoje com um grande número de adeptos pelo mundo afora.

Calvino, depois de grandes estudos e convicto da veracidade de suas interpretações, criou o Calvinismo, que conquistou milhões de adeptos.

Alan Cardec foi mais além. Resolveu se aprofundar nos conhecimentos espirituais, chegando à conclusão de que a Reencarnação é algo indiscutível. Hoje, o Espiritismo engloba um vasto número de seguidores.

Outros se destacaram em suas respectivas convicções doutrinárias, fazendo surgir outras seitas e religiões, cada uma com sua maneira própria de se conduzir. Mas nenhum deles foi igual a Jesus Cristo.

É que somente JESUS CRISTO foi capaz de se destacar como símbolo máximo de uma religião, cujos princípios éticos, morais e espirituais tornaram-se insuperáveis, inimitáveis e inigualáveis. Foi através dEle que surgiu o CRISTIANISMO. Todas as religiões vieram depois dEle, cada uma conforme a interpretação e os interesses de seus respectivos criadores. (sobre isso falaremos depois).

Mas, quem é realmente JESUS CRISTO para você? Simplesmente o filho primogênito (Lucas 2:7) do carpinteiro José com sua mulher Maria? Um profeta? Um líder religioso? Um missionário? Um mártir?

Uma resposta com conotações humanas com certeza não seria suficientemente aceitável, nem um pouco convincente. Então, que tal recorrermos a outras fontes? Então, nada melhor do que apelarmos para uma fonte incontestável: a BÍBLIA SAGRADA!

Então começamos perguntando àquele que criou o mundo e que tem TUDO sob o seu domínio. Para DEUS, Jesus Cristo é Seu Filho amado, que lhe dá prazer: “ESTE É O MEU FILHO AMADO, EM QUEM ME COMPRAZO!” (Mateus 3:17).

Ah! Então já sabemos que Jesus Cristo é o Filho amado de Deus! Mas, e se perguntarmos a quem sempre esteve ao lado dEle? Ao apóstolo Pedro, por exemplo? Vamos ver o que ele respondeu ao próprio Jesus Cristo, quando Este lhe perguntou: “Mas vós, quem dizeis que eu sou? “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o CRISTO, O FILHO DO DEUS VIVO” (Mateus 16:15, 16).

Bem, você quer receber outra resposta? Então perguntemos a Ele mesmo! Aí vem uma resposta extraordinária: “Eu sou o CAMINHO, e a VERDADE e a VIDA; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Quem será capaz de contestar o Filho de Deus?

Depois que Jesus Cristo foi crucificado, os que O estavam guardando disseram: “VERDADEIRAMENTE ESTE ERA FILHO DE DEUS”. É o reconhecimento dos seus próprios algozes. Aqueles mesmos que O humilharam, cuspiram no seu rosto e o espancaram até a morte.

Jesus Cristo é o Salvador. Para quem ainda está na dúvida, vejamos o que o anjo do Senhor disse aos pastores na Judéia: “... É QUE HOJE VOS NASCEU, NA CIDADE DE DAVI, O SALVADOR, QUE É CRISTO, O SENHOR” (Lucas 2:11).

Não podemos negar que Jesus Cristo pode ser visto como missionário, profeta, mártir e, para quem assim o desejar, simplesmente o filho de José, o carpinteiro, e de sua mulher Maria! Mas, acima de tudo, Ele é o Filho Unigênito (único) de Deus e o nosso único e suficiente SALVADOR.

Mas Jesus Cristo foi, também, o mensageiro da verdade: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a GRAÇA e a VERDADE vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17).

Sim! Jesus Cristo foi enviado por Deus, Seu Pai, para cumprir uma grande missão. Senão vejamos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu FILHO UNIGÊNITO, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

E agora! Ainda há alguma dúvida sobre a verdadeira identidade de Jesus Cristo? Se você acha que tudo não passa de uma lenda, somente o Espírito Santo de Deus pode mudar a sua maneira de pensar. Aliás, Ele não está nada preocupado quanto a sua opinião, uma vez que ela não mudará nada sobre a verdadeira identidade de Jesus Cristo.

Lembre-se! Independente do que você acha ou pensa, DEUS É QUEM CONTROLA TUDO E TODOS!

LEIA A BÍBLIA, O ÚNICO LIVRO QUE FALA A VERDADE A RESPEITO DESTE DEUS MARAVILHOSO! DEPOIS, É SÓ FAZER O QUE ELE MANDA!


ORAÇÃO:

Senhor, sabemos o quanto é difícil convencer as pessoas através de palavras humanas. Sabemos o quanto nos entristece saber que, apesar de tudo que o Senhor fez, faz e continua fazendo, ainda há pessoas que duvidam de Sua existência e desacreditam que Jesus Cristo, o Seu Filho amado, é o único e suficiente Salvador. Sabemos ainda, Senhor, o quanto é difícil fazer com que as pessoas saibam discernir as Suas palavras. Olhe com carinho para esta humanidade incrédula. Não deixe que Sua ira nos afaste do Seu amor, de Sua bondade e de Sua misericórdia. Nós clamamos, Senhor, por aqueles que blasfemam contra o Senhor. Não nos prive da presença do Seu Espírito Santo em nossas vidas e abra, cada vez mais, os nossos corações para recebermos o seu Filho Jesus Cristo e os nossos ouvidos para ouvirmos a Sua voz. Ajude-nos a sermos mais fiéis, mais justos e mais consagrados ao Senhor. Estenda sempre Sua Mão poderosa sobre o Seu povo e conserve os Seus anjos acampados ao nosso redor, afastando cada vez mais da nossa presença os nossos pretensos inimigos. Não deixe faltar em nossa vida o pão nosso de cada dia e o alimento espiritual. Tenha misericórdia daqueles, cujos corações estão dilacerados pela dor. Visite os lares estremecidos e prestes a serem destruídos. Olhe com carinho para aqueles que vivem o desespero do desemprego e dos problemas sentimentais. Transforme os corações endurecidos. Dê-nos sabedoria e inteligência para orientarmos os nossos filhos, a fim de que eles não decidam pelo caminho da maldade, da violência, da desonestidade. Livre-os das más companhias e fortaleça-os para que possam vencer as tentações desagradáveis ao Senhor. Sabemos o quanto somos fracos e sujeitos aos deslizes, mas sabemos também que o Senhor é o Deus Todo Poderoso, o Deus Onisciente, Onipresente e Onipotente, o único que pode operar em nossas vidas nos momentos em que nos sentimos impotentes para vencer as tentações. Renove, Senhor, a nossa fé e fortaleça cada vez mais a nossa consagração ao Senhor. Confiamos na Sua promessa de que, pedindo, receberemos. E é nessa confiança que nos colocamos diante do Seu altar para apresentarmos as nossas súplicas. Da mesma forma, apresentamos a nossa gratidão por tudo o que o Senhor nos tem dado. Sabemos que Seu Filho Jesus Cristo é o único mediador entre o homem e o Senhor. Por isso é que, em nome dEle, apresentamos ao Senhor, nosso amável Pai, esta oração, com o perdão dos nossos pecados. AMÉM!

domingo, 28 de março de 2010

MOMENTOS POÉTICOS

ESTA MULHER

Esta mulher, meu amigo, com quem andas lado a lado,
Por ela já fui amado, mas a ela nunca amei.
Com ela já fiz de tudo nos momentos de loucuras,
E no mundo de amarguras, noites e noites passei.

Se pensas que és feliz amando esta mulher,
Talvez um dia qualquer tu sintas pena também.
Hoje ela está contigo, quem sabe, pensando em mim,
Pois ela foi sempre assim, nunca respeitou ninguém.

Já dormiu com tantos outros nas camas dos cabarés,
Que os quartos dos motéis já conservam seu perfume.
Hoje te mata os desejos nos atos sexuais,
Amanhã não te quer mais e nem te causa ciúmes.

Esta mulher não tem dono, a todos estende a mão,
Faz amor por profissão, nem ama, nem é amada.
Seu nome já foi destaque nas manchetes dos jornais,
Seu corpo não serve mais, de tudo não sobrou nada.

Esta mulher, meu amigo, tem letra N das noite,
Tem letra A dos açoites que seu corpo já sofreu,
Tem letra D da desgraça que este mundo recusa,
E outro A que acusa um NADA que renasceu.

Não é vingança, amigo, mas a pura realidade,
Esta mulher, na verdade, não serviu para viver.
Seu nome já esquecido, tem de “tudo” um quase “nada”,
É uma pobre coitada, vencida pelo prazer.

Se tivesse a coragem de viver honestamente,
Esta mulher, certamente, teria amor verdadeiro.
Conselhos eu já lhe dei para afastá-la da lama,
E nunca deitar na cama, trocando amor por dinheiro.

Não quero citar seu nome, nem dizer onde ela vive,
Se é casada, se é livre, se ama ou se é amada.
Não sei se vende seu corpo a todos para viver,
Ou se tentou esquecer que ontem não valeu nada.

Esta mulher, meu amigo, já foi menina inocente,
Educada pra ser gente, sempre ao lado dos seus pais.
Agora não tem amigos, por todos foi desprezada,
Não tem amor, não tem nada, só lembranças, nada mais.

Você que leu os meus versos e que pretende viver,
Não se entregue ao prazer em um momento qualquer.
Seu futuro é bonito, seu amor é importante,
Não queira viver errante, como vive esta mulher.

(Adalberto Claudino Pereira)
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QUANDO EU MORRER

Quando eu morrer quero sentir o silêncio e a paz.
Se quiserem chorar, que chorem, ou podem até sorrir.
Eu também já chorei e sorri, coisas que não farei mais
Porque, inerte, sem forças, estarei pronto pra partir.

Quando eu morrer ficarei longe das injustiças,
Não serei mais vítima das covardias. Só da morte.
Não ouvirei falar em guerras, nas falsas justiças,
Livrar-me-ei do cansaço, da monotonia. Que sorte!

Quando eu morrer alguém ficará para lembrar de mim
E, um dia, por simples coincidência, dirá que vivi.
Uns dirão que fui bom, outros dirão que fui ruim,
Mas falarão e lembrarão até o dia em que nasci.

Quando eu morrer estarei longe do que oferece a Natureza,
Mas estarei perto de Deus, muito além, no Infinito,
Onde não sentirei dor, nem saberei o que é tristeza,
Pois tenho certeza de que Lá tudo é mais bonito.

Quando eu morrer não farei mais minhas pobres poesias,
Talvez até me torne inspiração para os poetas.
Aí, sim, serei lembrado, pelo menos por uns dias,
Talvez com lutos, ou talvez até com festas.

Quando eu morrer ninguém mais ouvirá a minha voz,
Da mesma forma, não ouvirei a voz de ninguém.
Encontrarei minha mãe e abraçarei meus avós,
Que, bem antes de mim, já partiram para o Além.

Quando eu morrer não mais escreverei poemas, nem editoriais,
Não precisarei de microfones ou gravadores,
Nem terei meu nome em revistas e jornais,
Pois deixarei meus espaços para outros redatores.

Quando eu morrer não ouvirei mais falar de greves e agressões,
De fome, de miséria, de epidemias, de perseguição à pobreza,
Não ouvirei falar de sequestros, de bandidos, de inflações,
De terremotos, de incêndios que tiram da vida a beleza.

Quando eu morrer quero ter certeza de que tudo que eu deixei será conservado,
Mulher, filhos, livros, menos a minha matéria apodrecida.
Que meus órgãos salvem vidas, só não quero ser cremado,
Nem jogado aos urubus, aos animais famintos, como carne esquecida.

Quando eu morrer não precisarei de velas para meu corpo iluminar,
Nem de “rezas” cansativas para recomendar corpo e alma,
Pois nada disso será possível para meu espírito salvar.
Somente o Poder de Deus nesses momentos nos acalma.

Quando eu morrer estarei feliz, consciente e orgulhoso
Por nunca ter recorrido ao protecionismo.
Podem até dizer que, em vida, fui chato e vaidoso,
Só não dirão que fui contaminado pelo “vírus” do egoísmo.

(Adalberto Claudino Pereira)
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“DEUSAS” PROSTITUTAS

Oh, “deusas” deprimentes, sem passado
Que à noite perambulam pelas ruas,
Elegantes, perfumadas e nuas,
O que achais desse mundo desgraçado?

Pra que serve ter um corpo atraente,
Desfilar provocando alaridos,
Se deveras vossos brios são feridos
Por julgarem vossos atos indecentes?

Essas “deusas”, prostitutas, sem guarida,
Espancadas, humilhadas, sem pudor,
São mulheres mas ninguém lhes dá valor
Por não terem vida dentro da vida.

Onde está a pureza de outrora,
E os beijos recebidos dos pais?
Por que hoje são manchetes de jornais,
Quando ontem as chamavam senhora?

Oh, “deusas” infelizes, sem presente,
Por que chorais ao lembrardes o passado,
Se alugais este corpo desgraçado
Ao primeiro que chegar à vossa frente?

Que conselhos serão dados a vossos filhos,
Para eles não seguirem maus caminhos?
Como podem receber vossos carinhos,
Se trepidam nesses olhos já sem brilhos?

Oh, “deusas”, sem passado, sem presente,
É com pena que vos rendo homenagem,
Pedindo a Deus que vos cubra de coragem
Para terdes um futuro mais decente.

(Adalberto Claudino Pereira)
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L'AMOUR

Ah, mon amour, je t’aime beaucoup,
Tu es la plus belle chose de ma vie.
Ah, ma chérie, j’aime tes yeux
Parce qu´ils sont sensuelles.
J´ai besoin de baiser ta bouche, ta main,
Ton pied, ce corps sensuel.
Ah, mon amour, porquoi tu ne m’aimes pas?
Pendant la nuit froide, que fais tu dans la chambre seule?
Pendant la nuit je crie ton nom,
Je vais crier toujours:
Chérie! Chérie! Tu es ma vie, mon amour!...
(Adalberto Claudino Pereira)

MA FEMME

J’ai besoin de te parler d’amour.
Alors, je te dis: je t’aime vraiment.
Maintenant, je vais oublier toutes les souffrances.
Je désir baiser tes lèvres.
Je veux regarder tes yeux bleus.
Pour moi, tu es la plus belle femme du monde,
Et le plus grand cadeau de Dieu.
Sur la mer je vois ton visage.
Je te cherche partout dans la ville.
Où es-tu? Pour que tu ne m’écoutes pas?
Pourquoi tu ne viens pas quand je t’appelles?
Pourquoi? Je demande: pourquoi, mon amour?
Je pleure et les larmes tombent dans mon corps.
Mon coeur. Il est très triste et désolé.
Ah, chérie! Je t’aime beaucoup.
Je t’aime, ma femme!!!

(Adalberto Claudino Pereira)

J’AIME LA VIE

J’aime la vie.
J’aime le ciel avec le soliel pendant le jour.
J’aime le ciel avec la lune et les étoiles pendant la nuit.
J’aime la mer,
J’aime le ciel bleu et les plantes vertes,
J’aime les jardins avec les fleurs parfumées.
Tu es la vie.
Je t’aime beaucoup, ma chérie!
Tu es la plus belle fleur de mon jardin.

(Adalberto Claudino Pereira)
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É TRISTE RECORDAR

Um dia amei. Amei sem pensar em desenganos.
Foram-se os dias, os meses, os anos e eu sempre a amar.
Amei. E com o coração sensível sempre amei a ti.
Parti. Tu choravas e eu vi teus olhos me pedindo pra ficar.
Suportei. E o fiz porque o amor foi maior que eu,
Mas este amor morreu. E morreu só para nós.
Sofri. E sofri porque soube que sofrias também.
O fim foi para o nosso bem. Agora, resta vivermos sós.
Não fui eu, não foste tu; foi o destino que quis.
Se estás só, não és feliz, creia, eu também não sou.
Perdoa-me pelos beijos que te dei, ou que deixei de dar.
Se nunca soubeste amar, perdoa a quem tanto te amou.
É inútil reconstruir um passado tão belo e puro,
Mesmo assim eu te juro, jamais deixei de te amar.
É triste, muito triste, mas está tudo acabado,
Esqueçamos o passado, pois é triste recordar.

(Adalberto Claudino Pereira)
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DESEJOS

Queria viver num mundo onde houvesse mais amor,
Onde não houvesse guerras com armas destruidoras,
Onde os homens se respeitassem, sem ódio e sem dor,
Onde a música substituísse as bombas arrasadoras.

Queria ver as crianças com direito à igualdade,
Os jovens pregando a paz e condenando a violência,
Os povos se abraçando, sem armas, sem falsidade,
Respeitando os animais e a sua inocência.

Queria viver num mundo sem drogas, sem viciados,
Olhar na face de todos o retrato de quem se ama,
Queria ver nossos campos, pelos homens conservados,
E a terra dividida com aquele que a reclama.

Queria ver as pessoas sem coração de “judeus”
Conservando as belezas que a natureza oferece,
Ver o meu Deus adorado, até mesmo por ateus,
E nunca ver esquecidos quem de nós não esqueceu.

Queria ver os casais como eternos namorados,
Ver os filhos respeitando os valores de seus pais;
Queria ver nas escolas, professores educados,
E as nações alcançando os seus grandes ideais.

Queria que acabassem as dublagens na TV,
E que a sociedade não fingisse tanto amor;
Queria até ver clareza nos olhos de quem não vê,
Para que a nossa gente não naufragasse na dor.

Queria ver motoristas respeitando os semelhantes,
Ver justiça no Universo e o fim da prepotência.
Se tudo o que há de bom partisse dos governantes,
Na Terra não se ouvia tanto grito por clemência.

(Adalberto Claudino Pereira)
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TU

Tu és a coisa mais linda que surgiu em minha vida,
És a jóia mais querida, és tudo que eu posso Ter;
Tu és um anjo divino, és a luz do meu caminho,
Tu és rosa sem espinho, és razão do meu viver.

Tu és estrela candente que ilumina o céu azul,
Brilhando de norte a sul e transmitindo beleza;
Tu tens um perfume raro que domina o Universo,
És a rima destes versos transbordada de nobreza.

Tu és meus passos seguros nas estradas sinuosas,
E nas noites tenebrosas teu vulto me fortalece;
És a frase mais bonita da minha filosofia,
És a linda melodia que o cantor jamais esquece.

Tu és da lua o pedaço que nunca desaparece,
Tu és o Sol que aquece as tardes frias de inverno.
Se meu mundo te pertence e o teu pertence a mim,
Viveremos sempre assim, escravos do amor eterno.

O teu rosto se reflete nas águas dos oceanos,
E teus vinte e poucos anos parecem não existir;
Eu te vejo qual criança, nos meus braços a sonhar,
E não quero te acordar, pois quero ver-te dormir.

Tu és o fim de uma vida de ilusões e fantasias,
Início das alegrias de quem aprende a viver;
És metade de um todo que nunca se completou,
A deusa que ensinou as virtudes do saber.

Tu és o melhor começo para minha poesia,
És a noite, és o dia, o tudo que vence o nada;
Tu és o meu solo fértil, o azul do infinito,
És do meu peito o grito perdido nas madrugadas.

(Adalberto Claudino Pereira)

terça-feira, 23 de março de 2010

RIR AINDA FAZ BEM À SAÚDE! ENTÃO, POR QUE CHORAR!!!


RIR FAZ BEM À SAÚDE: PORTANTO, VAMOS RIR!!!

MOTIVO 1

Dois vereadores estavam comentando sobre as pretensões do Prefeito em promover o «tombamento» de uma Capela bastante antiga. Nela fora celebrada a primeira missa da cidade. Seria uma decisão bastante oportuna para a preservação daquele patrimônio histórico, segundo eles mesmos afirmavam.
Ouvindo o comentário de seus colegas pertencentes ao partido do prefeito, o vereador petista J. P. olhou para os parlamentares mirins e de forma rígida retrucou :
- Olhe aqui ! Se vocês pensam que vão derrubar a igrejinha, estão bastante enganados. Vou agora mesmo falar com o vigário e contar tudo a ele. Ele vai saber quem são os inimigos do povo e da Igreja. E podem ir avisando ao seu prefeitinho que enquanto existir um petista na Câmara, ele não vai fazer o que quer !
Alguns estudantes que passavam pelo local e haviam parado para ouvir o desabafo do vereador, não resistiram e caíram numa gostosa gargalhada, fato este que irritou ainda mais o vereador do PT.

MOTIVO 2

Certa vez, o prefeito daquela cidade foi convidado a comparecer à Câmara Municipal para prestar contas do seu primeiro ano de mandato. Depois de fazer um relato das obras construídas e de outras recuperadas, o chefe do Executivo Municipal anunciou a construção de um novo cemitério para o município:
- Além das obras já mencionadas, é nossa pretensão construir uma necrópole à altura do nosso povo. Acredito que este será o nosso «cartão de visita», um orgulho para o nosso Município.
Todos aplaudiram a idéia do prefeito, menos o vereador J. P. que, para a surpresa de todos, bradou :
- Espere aí ! Se Vossa Excelência pensa que vai construir essa coisa aí pra sua família se divertir, está totalmente enganado. Nós, do PT, que defendemos «com unhas e dentes» o nosso povo, não vamos permitir que Vossa Excelência gaste o dinheiro do povo com essas besteiras pra beneficiar seus amigos, familiares e correligionários !
Uma gargalhada tomou conta da platéia que ouvia o prefeito com a máxima atenção. Depois da sessão solene, um vereador do PDT disse ao vereador J. P. que necrópole é a mesma coisa que cemitério, deixando o representante petista sem graça.

MOTIVO 3

Certo dia, o mesmo vereador petista foi abordado por um professor de português do único colégio da cidade, que lhe fez o seguinte elogio:
- Bom-dia, vereador! Tenho acompanhado sua atuação na Câmara Municipal e quero dizer-lhe da minha admiração pela sua PROSÁPIA e por ser você um político que se opõe aos PERDULÁRIOS!
Indignado, J. P. olhou bem nos olhos do professor e sem medir palavras explodiu:
Olhe aqui, seu professorzinho, se você pensa que me atinge com seu português barato, tá muito enganado! Pra adversário, eu tenho isso aqui! (deu uma banana daquelas).
Um amigo que estava em companhia do vereador, disse-lhe que o professor fizera grandes elogios e explicou que PROSÁPIA significa RAÇA, LINHAGEM, e que PERDULÁRIOS quer dizer ESBANJADORES, GASTADORES. Mais uma vez J. P. ficou sem graça.

MOTIVO 4

Um cidadão está diante da vitrine de uma joalheria, olhando alguns relógios em exposição, sempre acompanhado pelo vendedor, que tudo fazia para conquistar a confiança do cliente e, consequentemente, vender-lhe os produtos que dizia serem os melhores.
- Este é o melhor que temos! É de fabricação suíça e sua garantia é de dois anos! Creio que o senhor não se arrependerá!
O cidadão, demonstrando ser bastante exigente, perguntou, apontando para um dos relógios:
- Eu posso tomar banho com ele?
O vendedor, que já estava cansado com a demora do cliente, não pensou duas vezes para responder:
- Afinal, o senhor quer um relógio ou um sabonete?

MOTIVO 5

Aquela senhora, toda melindrosa e metida a grãfina, está na feira de frutas, escolhendo algumas laranjas. Solta uma, pega outra e realiza esta operação várias vezes, enquanto o vendedor a observa já demonstrando irritação. Depois de um longo tempo, ela olha para o vendedor e, com um jeitinho sarcastico, reclama :
- Não me agradei dessas laranjas! Elas estão muito feias para o meu gosto!
Sem pestanejar e bastante chateado com a petulância daquela madame, o vendedor rechaça:
- Escute aqui, dona! A senhora quer laranjas para chupar ou para participar de um concurso de beleza???

MOTIVO 6

Aquele sujeito não dispensava um cigarro depois de tomar um cafezinho. Aliás, este é um costume de todos os fumantes. Certa vez, ele chegou a um barzinho e, descontraidamente, falou para a proprietária:
- Por favor, senhora, dê-me um cafezinho para eu acender um cigarro! (força de expressão)
Com toda a sua calma, a proprietária do bar respondeu:
- Sinto muito, senhor ! Mas para acender cigarro só temos fósforos e isqueiros!...

MOTIVO 7

O Segundo Sargento Paulo era um cara metido a durão, que sempre se colocava como exemplo quando chamava a atenção dos soldados. Certo dia, quando, estávamos acampados na Fazenda Liberdade, ele chegou para o soldado Valdemar e, para mostrar serviço ao capitão Braga, que se encontrava ao seu lado, gritou:
- Seu Valdemar, o senhor não sabe que esta área é reservada aos oficiais? Quem foi o IDIOTA que mandou você armar a barraca neste lugar?
Valdemar, que era um soldado malandro e gostava de se aproveitar das situações, não perdeu tempo e, em posição de sentido, olhou para o capitão e respondeu:
- Foi o capitão, sargento!
O sargento Paulo ficou sem graça e, com a voz mais mansa, disse :
- Seu Valdemar! O senhor sabe que acaba de chamar o capitão de IDIOTA!!!
O capitão Braga balançou a cabeça, fez um sorrizo meio marôto e saiu de perto, puxando o sargento pelo braço direito.

MOTIVO 8

Aquele cidadão chega bastante apressado num armazém próximo à estação ferroviária e, já tirando o dinheiro do bolso, grita para o balconista :
- Por favor, amigo! Você vende ratoeiras?
- Vendemos, sim! – respondeu o rapaz calmamente!
- Então dê-me uma, depressa que eu preciso pegar o trem!
Sem demora, o rapaz responde :
- Lamento, senhor, mas nossas ratoeiras só pegam ratos!!!

MOTIVO 9

Um homem passa pela porta do plenário do Senado e escuta uma gritaria que saía de lá de dentro: "Ladrão, Salafrário, Assassino, Traficante, Mentiroso, Pedófilo, Vagabundo, Sem Vergonha, Preguiçoso, Vendido, Assaltante....!!

Assustado, o homem pergunta ao segurança parado na porta:

- O que está acontecendo aí dentro? Estão brigando?
- Não, responde o segurança, é que, neste momento, estão fazendo a chamada...

domingo, 21 de março de 2010

COM A BOCA NO TROMBONE: A VERDADE SOBRE NOSSA EDUCAÇÃO


MINHA VISÃO DE ESCOLA - Por Adalberto Pereira

Minha primeira professora foi minha própria mãe, d. Eudócia. Minha primeira escola foi minha própria casa. Lá mesmo na sala de jantar. O lugar onde eu recebia a alimentação física, era o mesmo onde recebia a alimentação cultural, sempre obediente à metodologia própria de d. Eudócia. Ao lado, como testemunha de tudo, estava a sempre presente «Margarida». Não era uma vizinha, uma amiga da professora, ou uma inspetora federal! Tratava-se de uma palmatória preta, cujo lugar era especialmente reservado a ela. Qualquer vacilo, lá estava ela entrando em ação, «sem dó, nem piedade!».

Foi um ano de preparação. Depois é que fui conhecer minha primeira professora propriamente dita: d. Maroca. O nome pode até parecer estranho, mas a professora era «osso duro de roer». Mas o bom em tudo isso é que eu já cheguei lá sabendo muita coisa. Assim, tornei-me o melhor da escola e muito concorrido para tirar as dúvidas dos colegas menos estudiosos.

Era o velho tempo dos «argumentos», uma espécie de «tira-teima», ou sabatina, como queiram. Isso acontecia às sextas-feiras. As perguntas eram escolhidas e feitas pela professora. Quem errasse a resposta, podia preparar as mãos para receber os «bolos», cujo ingrediente principal era a palmatória. Era a época em que se aprendia de verdade, sem a preocupação da intervenção dos Direitos Humanos e dos Conselhos Tutelares. O pai que achasse ruim, tinha apenas uma opção: levar o filhinho pra casa e cuidar dele.

Os anos passaram e lá fomos nós morar em Campina Grande. Era o ano de 1950. Foi lá que conheci uma nova escola, bem mais rígida que a de d. Maroca. Era a famosa e badalada «Escola de d. Adelma», na Rua Arrojado Lisboa. A professora Guiomar, filha da proprietária, apesar de linda, era durona, ao ponto de não fazer diferença entre os mais e os menos estudiosos. Todos eram iguais e, caso merecessem, castigo neles!

Dois anos depois, já estava pronto para enfrentar uma grande escola. E lá fui eu para o Colégio Alfredo Dantas. De lá, fui para o Colégio Estadual da Prata, o mais famoso da cidade, mesmo sendo público. Quem estudasse alí, estava pronto para qualquer vestibular, em qualquer parte do país. Era a época em que a escola pública tinha respaldo moral.

Nesta nossa longa trajetória, chegamos ao ano de 1969, na cidade de Patos, sertão da Paraíba. Lá estou eu no Colégio Estadual Pedro Aleixo, mais conhecido como CEPA, para lá levado pelo meu vizinho e amigo Miguel Otaviano, funcionário dos Correios e Telégrafos. Entre trancos e barrancos, concluí os primeiro e segundo graus. Ainda estamos no tempo em que a educação é algo extraordinário.

Aquela era a época do primário, ginásio científico e clássico. Lembro que no curso ginasial nós tínhamos como matérias reprovativas : Português, Inglês, Francês, Latim, Matemática, Geografia, História da América, História do Brasil, Desenho, Educação Moral e Cívica e Trabalhos Manuais. A média era 7 e o caboclo tinha que estudar mesmo. Reprovado no ano letivo, havia a chamada Segunda Época, quando o aluno enfrentava, além do professor da matéria, o Inspetor Federal, que alí estava para fiscalizar as provas, que eram feitas oralmente.

Das escolas públicas saiam alunos para se submeterem a vestibulares de Medicina e/ou Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife. E eram eles os primeiros colocados. Permitam-me dizer que não havia concurso para professores. Estes eram escolhidos pela competência em suas respectivas áreas de atuação. Também, graças a Deus, não tínhamos os SINPROs para fazerem politicagem, colocando os professores como escudos. Os professores, por sua vez, eram mais conscientes de sua responsabilidade. Quem não ensinasse bem, era automaticamente substituído.

Os anos passaram! Os políticos, autênticos desconhecedores das necessidades de professores e alunos, resolveram mudar o caminho do progresso cultural brasileiro: promoveram uma Reforma no nosso Sistema Educacional, blindados pelo Estatuto do Menor e do Adolescente, pelos Conselhos Tutelares, pelos Direitos Humanos e pelo Ministério Público. Foi um verdadeiro desastre. Todos os direitos foram transferidos para menores delinquentes que, cobertos pela « lei ». vendem e consomem drogas nas escolas, agridem verbal e fisicamente os professores, destroem o patrimônio público e pixam as paredes com palavrões.

As escolas de hoje, principalmente as públicas, vivem num caos profundo. Os professores tremem e se curvam diante da insegurança e, em contrapartida, os Sindicatos, criados para defenderem os interesses dos docentes, limitam-se a realizarem politicagem, transformando-se em comitês eleitoreiros. Assistem a tudo calados, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Esperam ansiosos qualquer oportunidade para lançar os professores contra o Governo, se este não pertencer à sigla do partido dos SINPROs (não precisa ser muito inteligente para saber qual é).

É lamentável como os professores, pessoas inteligentes e cultas, deixam-se levar pela emoção dos gritos estéricos dos porta-vozes dos Sindicatos. Certa vez, quando eu ensinava no CEM 201, da cidade de Santa Maria, no Distrito Federal, fomos surpreendidos com a presença de um representante do SINPRO-DF que, depois de pedir licença aos professores que coordenavam naquele momento, falou: «Estou aqui, em nome do SINPRO, para agradecer a vocês os votos que deram ao nosso candidato Geraldo Magela!». Lamento não ter anotado o nome daquele mau caráter para citá-lo aqui. Este é o SINPRO, que se diz «preocupado» com o futuro do professor!

Diferente da escola do passado, a atual é uma arapuca, onde os professores entram atemorizados e saem aliviados, por se encontrarem distantes, muito distantes mesmo dos perigos contra sua integridade física e moral. Tem professor que, ao sair do colégio, respiram e murmuram: «GRAÇAS A DEUS! CONSEGUI SAIR ILESO!».

LEMBRANDO: Em Brasília, a capital da República, um professor de História foi espancado, chutado e pisoteado covardemente por um ex-aluno e um amigo deste. Entrevistado, o professor Valério dos Santos, a vítima, disse: “Quanto mais violência, quanto mais sangue, maior é o estado de êxtase nas escolas”. E prosseguiu o professor: “Será que vale a pena eu continuar nessa profissão? A vontade que eu tenho é não mais pisar naquela escola e em nenhuma escola mais!”. Mas o que mais chamou a minha atenção foi o desabafo do professor Valério, colocando em evidência uma realidade que muitos desconhecem, inclusive os Sindicatos, que deveriam primar pela segurança dos professores. “Eu não quero mais lidar com um público que não quer crescer, que não quer estudar!”.

Somente no ano de 2007, foram registradas no Distrito Federal duzentas (200) ocorrências policiais contra professores nas escolas públicas. Uma aluna de 13 anos de idade disparou três tiros para amedrontar uma professora. O fato ocorreu no interior de uma escola pública em Brasília. Em seu depoimento, a professora repetiu as palavras da aluna agressora: “Eu vim aqui para matar um!”.

Na minha época, esses bandidos covardes e até protegidos pela Justiça, seriam expulsos e presos. E sabem por quê ? Simplesmente porque o professor era valorizado e não existiam Sindicatos irresponsáveis e repletos de politiqueiros baratos. E vocês acham que tudo isso é pouco?!?! Que nada!!! Veja o que disse a professora Rosilene Corrêa, Diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal: “Eu dou aula com as janelas fechadas, porque eu tenho medo de alguma bala ou que um aluno jogue alguma coisa dentro da sala!”. É o professor sendo prisioneiro em seu próprio ambiente de trabalho. E vejam quem foi a vítima agora!

Em São Paulo, as coisas não são diferentes. Um professor que não quis ser identificado, temendo as represálias dos alunos, “inocentes e intocáveis adolescentes”, fez o seguinte desabafo: “Criou-se agora a proibição ‘não fume nas escolas’. Vá você falar! Eles jogam fumaça na sua cara! O que está acontecendo é um desânimo geral dos professores!”.

RECORDANDO: Em Cacoal, Rondônia, alunos criaram uma “Comunidade” na Internet e prometeram furar os pneus do carro de um professor. Ameaçaram ainda colocar açúcar no tanque e quebrar todos os vidros do veículo. O professor de Matemática, Juliomar Penna, diante do fato afirmou: “Me senti um zero à esquerda. Me senti um nada!”.

Mas o mais revoltante foi a desculpa do pai de uma das participantes em defesa da filha rebelde: “Quando o fato ocorreu há dois anos atrás, a minha menina tinha 13 anos de idade. Foi um ato inconseqüente, mas não com o propósito de denigrir o professor!”. O desabafo do professor não coincide com o pensamento do senhor Cícero Bordoni da Silva, pai da menininha “inocente”. Mas a escola não se omitiu diante do fato. Um ano e meio depois demitiu o professor. Justificativa: “Não precisamos mais dos seus serviços!”. Brincadeira??? Não!!! Foi verdade mesmo!

Os professores, por sua vez, não podem reclamar, pois têm em sua defesa os autênticos psicólogos que, na tentativa de estimular os docentes, afirmam com a maior convicção: “O PROFESSOR PRECISA APRENDER A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS!”. Ou seja, eles querem dizer que os professores precisam aprender a apanhar dos alunos sem reagir; precisam conviver com a bandidagem nas escolas, sem esboçar nenhuma reação.

Um professor de Matemática, amigo meu do CEM 201, não agüentou mais a indisciplina de um dos alunos e resolveu levar o caso ao conhecimento do Diretor. Este convocou a mãe do “delinqüente” e os professores, suas principais vítimas, inclusive eu. No final, o Diretor entregou àquela mãe um documento transferindo o aluno para outra escola. Ou seja, tirou um problema de uma escola e jogou a “batata quente” nas mãos de outra. É assim que as coisas funcionam.

Aí vocês devem estar dizendo: Que maravilha!!! Assim é que se faz!!! Puro engano! Dias depois, por ordem do Ministério Público e do Conselho Tutelar, o dito elemento retornou à escola de origem. Ironicamente, chegou à porta da sala de aula, olhou para o professor, fez um sorriso nojento e disse: “Voltei, professor!!!”. Impotente, o professor pediu transferência para outra escola. São estes os ajudadores daqueles que se esforçaram para chegarem onde estão, mas que acabaram nas mãos de malandros, irresponsáveis, verdadeiros “trombadinhas”. Estou dizendo aqui, o que fui proibido de dizer nas escolas, para não CONSTRANGER os intocáveis.

O grande problema na educação do nosso país é que as leis são feitas ou mudadas, sem a participação das partes interessadas. O importante é mostrar ao mundo, através de estatísticas utópicas, que somos um povo alfabetizado, que crianças, adolescentes, jovens e adultos estão nas escolas. Na verdade, estamos é analfabetizando o nosso povo. Quanto mais analfabeto for o nosso povo, quanto mais pobre e dependente, melhor para o governo enganá-lo com BOLSA FAMÍLIA, RENDA MINHA e outros tipos de esmolas, que se transformam em votos para dar mais ênfase à ganância pelo Poder.

TRADICIONALISMO E CONSTRUTIVISMO: UMA CONTROVÉRSIA!!!

O que se tem feito para termos uma escola verdadeiramente Construtivista? Estamos realmante no caminho certo? Foi para isso que se criou o Construtivismo?

O que vivemos hoje nada mais é do que uma controvertida interpretação do Construtivismo. Este veio para dar ao aluno a oportunidade de construir idéias, de exteriorizar seus pontos de vista diante dos mais diversos temas que envolvessem a política, a economia, a religião, e liberdade de pensamento e de expressão, etc., etc. Mas o que temos visto é uma liberdade desenfreada, levando os nossos jovens à prática de atos criminosos, como se isso fosse critério fundamental para avaliar os seus poderes interpretativos. Na verdade, o construtivismo não veio eliminar o direito do aluno ser obediente aos seus deveres, diante dos Regimentos Internos de suas respectivas escolas, como muitos educadores pensam. Os deveresa dos alunos precisam ser preservados, assim como o são os seus direitos, que hoje extrapolam a realidade na formação de verdadeiros cidadãos.

Colocar o aluno num pedestal inviolável, cobrindo-lhe de direitos que sufoquem a autoridade do professor, é algo bastante perigoso e catastrófico, a partir do momento em que a disciplina vai perdendo a sua liberdade de ação. Manter elementos de alta periculosidade lado a lado com crianças e adolescentes em estado de formação psicológica, é liberar oportunidades para formarmos futuros problemas para uma sociedade que já enfrenta enfraquecida a falta de segurança física e moral.

Não devemos ter uma escola 100% construtivista, nem 100% tradicionalista. Os dois extremos apresentam pontos positivos e negativos. O que precisamos é eliminar os pontos que disvirtuam os grandes anseios dos educadores, quais sejam os de transformar comportamentos, fazendo grandes cidadãos. Muitos ficam apavorados diante da palavra DISCIPLINA. Pensam eles que disciplinar significa colocar o aluno de castigo, com os joelhos sobre grãos de milho. A disciplina precisa ser vista como um critério indispensável na formação moral das pessoas. Agir rigidamente contra aqueles que ameaçam o bom andamento das nossas escolas não é nada de anormal. Isso não é motivo de constrangimento para quem não sabe o que é respeito aos semelhantes e aos seus superiores porque, quer queiram, quer não, o professor é superior aos alunos. O problema é que muitos ainda não conseguiram usar bem a sua superioridade.

Se o professor, para ser «humilde», o que eu acho uma catástrofe, coloca-se no mesmo patamar do aluno, ele perde o seu valor de educador e, consequentemente, as rédeas da situação. Não defendo aqui um professor carrancudo, prepotente e arrogante, mas um professor com plenas condições de vencer os ímpetos exagerados de certos alunos. E isso ele pode fazer mesmo rindo e sendo amoroso com seus comandados.

O professor deve ocupar o seu lugar de professor, enquanto o aluno deve estar no seu lugar de aluno. O professor é quem sabe e quem pode ensinar. Foi para isso que ele foi preparado. Fosse o contrário, sua função seria nula e sua presença dispensável. Nada disso elimina os propósitos do Construtivismo, pois não afasta do aluno o direito de expor seus pontos de vista, desde que eles se adequem aos critérios da boa educação. Ser agressivo, consumir ou vender drogas, certamente não faz parte do sistema construtivista. É, ao contrário, resultado do medo de educar com disciplina, não permitindo a expansão dos ímpetos criminosos de quem vai a escola com o objetivo de deturpar os objetivos da educação.

Nos áureos tempos da disciplina tradicional (sem qualquer exagero), o patrimônio público (carteiras, quadros, salas de aula, etc.) eram preservados e quem lhes causasse danos materiais era obrigado a arcar com as despesas de suas reformas. E isso não era nada constrangedor. É fazer do aluno uma pessoa responsável e pronta para enfrentar a vida com dignidade.

Em Campina Grande (esse caso eu presenciei), um aluno, filho de um conceituado professor de História, no Colégio Estadual da Prata, foi expulso por ter disparado um tiro contra um dos refletores da área de acesso ao colégio. Imediatamente, o caso foi levado ao conhecimento do pai que, numa demonstração de formação moral, deu total apoio à Direção daquele estabelecimento de ensino. Tenho plena convicção de que o sistema construtivista não condenaria a Direção pela decisão tomada. Esse aluno foi Senador da República, pelo PMDB, há poucos anos atrás.

Não foi o Construtivismo que levou o nosso Sistema Educacional ao caos em que se encontra. Tudo isso se deve a infiltração indesejável do Estatuto do Menor e do Adolescente, cujos efeitos negativos deveriam ter ficado bem distantes das nossas escolas. A verdade é que estão colocando o tradicionalismo na «guilhotina», ao mesmo tempo em que defendem com visível intransigência o Construtivismo, como se este fosse o salvador da pátria. Os fatos já provaram que não o é. É duro dizer isso, mas é a pura realidade, mesmo desagradando os PSICÓLOGOS da educação.

Será que estamos formando grandes profissionais? Esta pergunta pode proporcionar diversas respostas, dependendo tão somente de como cada um vê um grande profissional. A queda da média 7 para 5, levou o aluno a se preocupar menos com a vontade de aprender. Aliás, a média 5 envolve ainda, para nosso constrangimento, o direito do aluno ser avaliado por trabalhos de pesquisas que, diga-se de passagem, não ajudam em nada na conquista de conhecimentos. Para piorar a situação, temos exemplos de alunos que estão há quatro e até cinco anos, repetindo a mesma série. Para estes são reservados um «jeitinho» de seguir em frente. Será que foi para isso que veio o Construtivismo?

O professor (detesto o nome de Orientador) pode ser um «conselheiro», um «pai», um «irmão», um «psicólogo». Ele pode ser tudo aquilo que a profissão exigir, dependendo do momento em que estiver agindo. Mas, a partir do momento em que ele tenta se transformar num «mágico», sua metodologia educacional perde a razão de ser. Devemos insistir nas mudanças? Sim! Mas a vida tem seus limites e sem estes, ela deixa de ser vida, transformando-se num grande pesadelo. O professor, como ser humano, precisa viver. E viver não é assumir as responsabilidades dos outros. A isso eu chamo de VEGETAR. Não queiramos ser heróis, pois esta não é a verdadeira função do professor, nem o seu objetivo maior. Sejamos pessoas normais e vivamos como elas.

RECEITA: Se aglutinarmos os pontos positivos do tradicional e do construtivismo, eliminando das escolas a presença de Estatutos aberrantes e irresponsáveis, com certeza teremos um ensino de qualidade, envolvendo aqueles que anseiam por adquirir plenos conhecimentos, preparando-se para um futuro promissor. Até os professores ficariam plenamente agradecidos, por estarem preparando os grandes homens deste país que, infelizmente, perdeu a vergonha e a credibilidade moral.

NOTA DO AUTOR: Não ficarei constrangido se alguém chamar-me de sonhador. Chamem-me como quiserem, usem os piores adjetivos que desejarem usar, mas este meu ponto de vista não será mudado. Certamente, no futuro alguém vai dizer: «REALMENTE, O MUNDO É REDONDO DE VERDADE, E NÃO QUADRADO, COMO PENSAMOS A VIDA INTEIRA!».

(Adalberto Claudino Pereira)